O Acordo Ortográfico entrou em desacordo consigo mesmo como reação à reacção dum Pharmacêutico que desentendeu o nome dum medicamento oriundo do Brasil que pressupostamente se chamaria polyhydroexcaliburicotoxicresinibidopáacabalácomessatretaouhexagonoloidepentagonalquadrado e ao qual os brasileiros deram o nome de água do xaguá. É com todo o direito que o corcunda Pharmacêutico, aliás já conhecido por outras posturas adversas a acordos ortográficos, exige das entidades incompetentes que decidiram ratar (por ratificar) a nossa língua mátria o regresso às origens.
Como as origens desses indivíduos são dúbias, apenas se apurou que as mães não eram santas e daí a Igreja se ter afastado logo de todo e qualquer conluio com mulheres vulgares.
O nosso repórter que foi atropelado à saída da casa do seu informante ainda foi capaz de nos enviar por dente azul a revelação do desacordo. A Polícia Judiciária afirmou à nossa redação -o que de imediato nos fez concluir serem coniventes, pelo menos literariamente com o acordo- que o nosso colaborador se teria envolvido em luta aberta com um veículo blindado dum editor responsável, por decisão casual dum primo que tem no Parlamento a reeditar todas as obras literárias de interesse nacional. É óbvio que algumas obras foram consideradas desinterassantes, como "O levantado do chão" dum autor que entretanto desaprendeu a escrever e assim também teve direito ao prémio dos autores desconhecidos... Quem diacho é que se lembra que o Churchill também ganhou?... E o outro? O nazi que não o é?...
Salvou-se da refega entre veículo e repórter uma aliança sem valor que rolou para um bueiro destapado por ter sido roubada a grelha de protecção.
Às testemunhas que não viram o ocorrido pede-se para identificarem a viatura BMW X5, possuidor da matrícula EX-11-03 que está exposta no parque de veículos detidos pela polícia. A identificação é fácil, nós já escrevemos em ambos os lados: é êste! A obra gráfica a verde na traseira preta do automóvel a dizer: os pretos não prestam, é, segundo apurámos uma descabida alusão à Académica de Coimbra e não tem qualquer intuito racista! O autor, um amigo meu que me ajudou a escrever sem erros: é êste, foi também o autor do acento circunflexo para que houvesse uma clara distinção entre este e êste. Foi bem visto! Depois bebemos uma súrbia, mas isso já não vos diz respeito, com excepção se quiserem contribuir para a próxima com uns euritos (preferencialmente gregos e portugueses, pois estes vão desvalorizar em breve e convém gastá-los).
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ResponderEliminarComo diria o outro: "alma minha gentil que te partiste, tão cedo desta vida descontente". Com ou sem acordo, eu continuarei a escrever com a grafia antiga. Prendam-me, multem-me, a ver se me importo!
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