Precedente a uma Segunda-feira, logo posteriormente a um Sábado, um Domingo resolveu abrir portas à meia-noite e foi forçado por um segurança a mantê-las cerradas. Segundo UPA apurou; a situação deve-se a um entendimento entre o precedente e a posterior que, embora não tendo sido pressionados por nenhum membro do Governo, optaram por fazer ponte, eliminando assim aquele que é o dia do Senhor; não do pobre passante que passava a fazer jus à sua designação e foi alvejado a tiros de pontimola na esquina dos edifícios em causa na Rua da Semana Santa. A morte imediata da vítima permitiu-lhe um último suspiro anterior ao que seria o derradeiro. Com lágrimas nos olhos, o público em magotes, arrepanhava cabelos, dava tabefes, mordia e urinava-se todo pelas pernas abaixo na tentativa de filmarem com os seus telemóveis o dramático da situação. O INEM demorou a chegar por ter sido interceptado por um indivíduo alcoolizado, aparentemente agente de segurança, que exigiu ao condutor do veículo socorrista lume para acender um charrito que tinha de ser fumado para provar o conteúdo de substâncias ilícitas. Depois de ambos constatarem a presença de tais malefícios, discutiram ao som dum fadinho raggamuffin, o desenrolar da situação ecológica da Torre dos Clérigos.
O Domingo em causa, manchado pelo sangue dum inocente estarrecido, deixara de ser passante no momento em que uma lâmina disparada a cem lhe trespassou a jugular, decidiu por todos os meios eliminar de vez os prevaricadores, para tal , serviu-se duma Terça-feira inocente, e acampou junto do palácio dum pobre presidente em greve alimentar! Era visível a gula com que se empanturrava com pasteizinhos de Belém.
O povo está a reagir muito mal à situação, mostrando a sua apatia natural e encolhendo os ombros.
UPA receia que, não havendo uma contra-reacção a esta inacção popular a quezília possa escalar e terminar com... com quem?!... com os vermelhos a proclamarem que isto é uma manobra governamental para retirar ao povo o dia santo.
A Santidade (pode ser a sua que eu não me importo) enviou do vaticano as condolências (é o vaticano a enviar condolências e o PS a congratular-se) à família desconhecida da vítima e assegurou estar completamente ao lado do Governo Português se este decidir que sejam dias do Senhor todos os outros, verificando-se a necessidade trotzkista, perdão, troikista de eliminar o Domingo! Domingos subversivos, NÃO!
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